Acesso Rápido: Pesquisar:
Página Principal
Notícias
Apresentação
Mensagem do Presidente
Conselhos
Arrecadação
Programas
Nosso Time
Programação dos Cursos
Informativos/Boletins
Sindicatos Rurais
Galeria de Fotos
 RSS
Acessos: 266892
Visualização | Notícia SENAR-TO
19/10/2009 15:14:48
Artigo - Desmatamento zero, sem arreglo

Por Kátia Abreu

OS PRODUTORES de alimentos e a militância ambientalista não são incompatíveis e podem ser forças solidárias se forem desfeitas, ponto a ponto, as desconfianças que nos separam.

Considero perfeitamente possível que os dois lados firmem compromisso essencial de preservação dos recursos naturais sem prejuízos à segurança alimentar do país. De minha parte, insisto na proposta: que o primeiro de todos os compromissos seja o desmatamento zero nas florestas.

Defendo a punição severa para quem desmatar floresta nativa na Amazônia e na mata atlântica. Acredito que o Brasil pode assumir esse compromisso radical em dezembro, na cúpula do meio ambiente de Copenhague, que se reunirá para definir o novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto.

Para a agropecuária brasileira, comprometida com a questão ambiental e interessada no financiamento da redução das emissões de CO2, o governo brasileiro não tem que hesitar ou precaver-se. Não. Vamos mesmo para o desmatamento zero, sem arreglo. O país dispõe de terras, em processo de produção e com reservas para a expansão possível, suficientes para manter o abastecimento interno e exportar.

O que falta, e disso está ciente a opinião pública internacional - como se viu em Nova York, no mês de setembro, na rodada de manifestações de chefes de Estado que participaram da abertura da Assembleia da ONU-, é o estabelecimento de compensações aos produtores pela preservação das áreas de cobertura florestal sob sua responsabilidade.

Esse apelo justo e amplamente reconhecido é devido a quem paga um preço alto deixando de explorar suas propriedades, enquanto outros obtêm lucros e poder emitindo gases, especialmente o CO2, causadores do efeito estufa que ameaça o equilíbrio do planeta.

No plano interno, é preciso consolidar as áreas atuais de produção -um direito líquido e certo, pois foram incorporadas ao uso da agropecuária antes que fossem estabelecidas as atuais restrições. Não há sentido nas denúncias demagógicas e vagas que ameaçam a produção de trigo, arroz, milho, carne e frutas.

Em 40 anos, o peso do preço dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras caiu de 48% para 18% e pode cair ainda mais, chegando brevemente a apenas 12%, dependendo da melhoria das condições de transporte (estradas, ferrovias e portos) e da desoneração dos impostos na cadeia de alimentos.

Até mesmo questões aparentemente polêmicas -como as chamadas APPs (áreas de preservação permanente) das margens de rios, encostas e topos de morro ou áreas sensíveis, que devem ser reflorestadas- podem ser resolvidas mediante a arbitragem insuspeita e precisa da ciência, cujos critérios e instrumentos (mapas pedológicos e levantamentos altimétricos, entre outros) prescindem de opiniões apaixonadas ou leigas e podem ser aplicados regionalmente por legislação estadual.

Regras claras, realistas e permanentes, que reconheçam os avanços de produção e de produtividade conquistados pela Agricultura e que já não podem regredir, sob pena de aumento no preço dos alimentos e de queda das exportações, são essenciais ao entendimento. Vamos reconhecer e reparar nossos erros com humildade e racionalidade.

A quem mais do que à agropecuária as mudanças climáticas afetam decisivamente a ponto de levar à inviabilidade? Seriam os agricultores suicidas? Ou, por acaso, há setor econômico -ou qualquer outra atividade produtiva- que mais dependa da água e da terra do que a agropecuária? Seria justo com o Brasil importar alimentos de países que não têm leis ambientais claras e que já dizimaram todas as suas florestas?
 

* KÁTIA ABREU é senadora da República pelo DEM-TO e presidente da CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Artigo publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 19/10/2009.

[voltar]
 
Sistemas
Parceiros
Contato
Superintendencia
Paulo Sérgio da Rocha
Deptº de Educação Profissional
Sirlene de Andrade
sirlene@senar-to.com.br
Supervisão de Cursos
Regionais de Palmas, Araguaina, Araguatins e Gurupi
Deptº Adm. Financeiro
Lidianne Costa Moreira
lidianne@senar-to.com.br
Ass. de Comunicação
ascom.senar@senar-to.com.br
 
SENAR-TO | Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins
402 Norte Av. Teotônio Segurado Conjunto 01 Lotes 01 e 02 - CEP 77000-000 - Palmas - TO
Telefone: (063) 3219-9200 - Fax: (063) 3224-6070
Página Principal Fale Conosco Fale Conosco Apresentação SENAR-TO Cursos Informativo Sindicatos Fale Conosco Logomarca SENAR-TO SENAR-TO - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins Acesse: www.senar-to.com.br Telefone: 63 3215 4433 Email: senar@senar-to.com.br O objetivo do SENAR é organizar, administrar e executar, em todo território nacional, a Formação Profissional Rural (FPR) e a Promoção Social (PS) de jovens e adultos, homens e mulheres que exerçam atividades no meio rural.