Sebrae e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) assinaram, em dezembro de 2009, convênio de cooperação técnica para capacitar produtores rurais a investir em gestão e planejamento do negócio.
As duas entidades, presentes em todos os estados brasileiros, vão desenvolver a Metodologia de Empreendimento Rural (GER). Trata-se do Programa Pequena Grande Empresa Rural, que inclui realização de diagnóstico de pequenas propriedades e oferta de capacitação e consultoria.
A vigência do convênio é de 15 meses, podendo ser prorrogado, caso haja interesse de ambas as instituições. A meta é que, durante esse período, sejam atendidos aproximadamente dois mil empreendimentos rurais de pequeno porte. Para isso, serão investidos R$ 10 milhões. Desse valor, o Sebrae responde por 70% e o Senar, 30%. O público-alvo da ação são produtores rurais e suas famílias, trabalhadores rurais, assentados da reforma agrária, extrativistas, com propriedades rurais de pequeno porte e que não sejam participantes de outros programas do Sebrae e do Senar.
O convênio foi assinado pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu. Também estiveram presentes na solenidade o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes; o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza; o gerente de Agronegócios do Sebrae, Paulo Alvim; a diretoria da Embrapa; superintendentes do Senar, entre outras autoridades.
“Os produtores rurais brasileiros, independentemente do porte, já mostraram suas competências na produção de alimentos. Agora, precisam usar a mesma capacidade para mostrar eficiência na gestão da propriedade, no planejamento do seu negócio, na administração da contabilidade, na definição de metas e na previsão dos resultados”, disse Okamotto.
Ele ressaltou que o Sebrae pode atuar com o Senar em outras frentes e acrescentou: “Cerca de 25% do orçamento do Sebrae foi investido no Agronegócio. É preciso manter a competitividade dos pequenos produtores rurais porque eles contribuem para garantir a sustentabilidade do nosso País. Há muitos investimentos no setor. O que falta é focar as ações, como, por exemplo, criar produtos com valor agregado para exportação, diminuindo a nossa dependência das commodities”. Okamotto alertou que, sem boa gestão, o produtor não chega a lugar algum. Na ocasião, o ministro Reinhold Stephanes parabenizou Okamotto pelo trabalho que o Sebrae vem desenvolvendo em todo o País.
A senadora Kátia Abreu explicou que, o convênio está inserido em um dos quatro pilares do Planejamento Estratégico da CNA, que é a Eficiência na Gestão. “Com esse convênio queremos trazer qualificação para os produtores, para que possam analisar o desempenho de sua propriedade e identificar investimentos viáveis”.
Metodologia e resultados
As ações do convênio começam em 2010 e a execução do convênio ficará a cargo das unidades estaduais do Sebrae e sua rede de parceiros locais. Inicialmente serão escolhidas dez unidades estaduais do Sebrae para trabalhar turmas piloto. A idéia é iniciar as atividades de atendimento dos produtores rurais em abril.
A Unidade de Agronegócios do Sebrae coordenará as ações previstas, que estão divididas em três etapas: preparação, com pré-diagnóstico da região, mobilização e sensibilização do público-alvo; planejamento, com construção participativa do Plano de Desenvolvimento da Propriedade; e execução, que inclui consultoria e capacitação.
A ação visa especificamente melhorar a qualidade de vida no campo, com uma visão integrada da família e da propriedade, aumentar a eficiência produtiva e a sustentabilidade de pequenas propriedades rurais e promover a cultura do empreendedorismo no campo. Entre os resultados esperados estão a geração de renda para os produtores, com o aumento em 20% do faturamento dos produtores que concluírem o programa; a diminuição em 5% dos desperdícios na propriedade rural e o uso de, no mínimo, de 50% da área produtiva da propriedade.
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