A realização do CNA em Campo, nesta segunda-feira (26/10) trouxe mais de dois mil e oitocentos produtores a Palmas, capital do Estado. Na frente do ginásio de esportes da Universidade Luterana do Brasil, local do evento, caravanas de todas as regiões queriam conhecer um pouco mais sobre as atividades da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e do Instituto CNA, além de assistir às palestras sobre os principais temas que envolvem o setor. “Acompanho todo o trabalho da senadora e ela tem defendido nosso setor com muita competência Tenho certeza que ela fará ainda muito mais”, afirmou o produtor João Naves, que acompanha atentamente as discussões sobre o Código Florestal, um dos temas abordados na palestra da senadora Kátia Abreu.
Abrindo a programação, o jornalista Heraldo Pereira falou sobre Comunicação Estratégica, enfatizando a necessidade do discurso correto nos meios de comunicação. “Uma liderança deve passar o discurso ideal para o segmento que representa, pois ela fala por cada um de vocês”, frisou Pereira, mostrando vários vídeos com entrevistas de autoridades como forma de orientar o comportamento diante da mídia. Em seguida, Roberto Brandt, ex-ministro da Previdência Social e consultor da entidade, falou sobre direito de propriedade e criticou o modelo de reforma agrária implantado no País. “A reforma agrária que se tem é anacrônica, ultrapassada e agrava ainda mais a miséria no campo. É um modelo de 150 anos atrás. Basta ver a pesquisa divulgada pelo Ibope, que mostra que mais de 70% dos assentamentos criados mal produzem para consumo próprio”, afirmou, fazendo referência a um estudo encomendado pela CNA ao instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), divulgada há duas semanas.
Na sequência, o secretário executivo do SENAR, Omar Hennemann, mencionou as principais atividades desenvolvidas pela entidade e os êxitos de alguns dos programas, além de falar sobre a imagem do produtor rural. No final, a senadora Kátia Abreu falou sobre meio ambiente e abastecimento e renda. Segundo ela, as discussões sobre a proposta de atualização do código Florestal, defendida pela entidade, devem unir estes dois temas. “Não podemos tratar um ou outro de forma isolada, porque haverá radicalização”, explicou, citando os pontos básicos que têm conduzido o debate: consolidação das áreas de produção existentes, desmatamento zero, recomposição de matas ciliares e sensíveis e pagamento por serviços ambientais. “A preservação do meio ambiente é fundamental para a sobrevivência do produtor, mas vale desconsiderar um setor que responde por um terço do PIB, um terço das exportações e um terço dos empregos e que mantém o superávit comercial do Brasil”, questionou a presidente da CNA, sendo aplaudida por mais de dois mil produtores.
Ela informou ainda aos produtores que uma comitiva do sistema CNA/SENAR fará uma viagem aos estados unidos na próxima semana para conhecer mais sobre a produção agropecuária daquele país.
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Fonte: www.canaldoprodutor.com.br |